Pintarriscos (Pintarriscus Rapidus Lux): Pequena ave da família do Colibri Supersónico (supersonicus colubris). Com um comprimento total de 3,27 mm, envergadura de asas de 3,18 mm e peso indeterminado (ver nota 1), o pintarriscos normalmente voa à velocidade da luz e, em algumas situações especiais, pode mesmo ultrapassá-la. Este último facto poderá vir a reformular toda a Teoria da Relatividade de Einstein, muito especialmente no que se refere à famosa equação e=mc2 (ver nota 2).
Fotografado apenas uma vez em 1983, no interior de um acelerador de partículas, esta pequena ave alimenta-se essencialmente da energia gerada pelos pensamentos positivos. Os seus hábitos alimentares foram fulcrais para o desenvolvimento da humanidade, com o estabelecimento de uma relação simbiótica preferencial com o Homem. Descobertas recentes revelaram que cada ser humano tem a sua própria identidade energética (ver nota 3), desenvolvendo no momento da sua concepção uma relação única e exclusiva com um único pintarriscos, e que se mantém por toda a sua vida. Deste modo, em troca da energia positiva gerada pelo cérebro desse indivíduo, o pintarriscos retribui gerando momentos de enorme criatividade (ver nota 4). Esta simbiose já lhe valeu a atribuição de nomes como Anjo-da-guarda, musa e sexto-sentido.
Em situações raras mas amplamente documentadas, um ser humano pode, pela especificidade da energia positiva gerada pelo seu cérebro num determinado momento (tanto ao nível da sua intensidade como no grau de pureza), atrair mais do que um pintarriscos. Quando tal evento se dá, gera-se uma energia criativa tão poderosa que faz evoluir toda a humanidade num curto espaço de tempo. Einstein, Sócrates, Leonardo Da Vinci são alguns exemplos deste fenómeno.
Nada se sabe acerca dos seus hábitos de procriação.

Notas

(1) Neste ponto assinala-se que algumas teorias apontam para um peso ligeiramente superior ao de um sonho, e inferior ao peso de uma gotícula de vapor de água.

(2) Algumas pesquisas feitas pelo Dr. John Silvermoon, famoso físico nuclear e especialista em mecânica quântica da Blingthorne Quantics University apontam mesmo para uma reinterpretação desta famosa equação. De acordo com este especialista esta equação evoluirá para a seguinte configuração: ec=mcpmax, onde ec será a intensidade da energia criativa, m a massa e cpmax a velocidade máxima atingida por um pintarriscos. De referir que a velocidade máxima de um pintarriscos, medida num acelerador de partículas, é de cerca de 323.245 km/s. Este valor de medição poderá vir a sofrer ligeiras alterações com a evolução dos aceleradores de partículas.

(3) Em 1981, Dr. Rhamaphradi Rugah, da Parapsichology and Supernatural Behaviour Institute, em Nova Delhi, apresentou pela primeira vez provas irrefutáveis da "impressão digital" energética de 63 voluntários.

(4) Estes momentos na extrema criatividade são provocados pelo pintarriscos, alterando momentaneamente as características intrínsecas do seu voo tais como a trajectória, a expressão e a velocidade.